2009
Jaú Trend Show Imprimir E-mail
25-Nov-2009

A 2a. Jaú Trend Show, feira de componentes e calçados femininos de Jaú, tira a cidade do anonimato, movimenta o comércio, em especial o setor hoteleiro, propicia vendas para os fabricantes e consolida Jaú como importante pólo de fabricação de calçado feminino.

Há anos a estrutura da extinta Companhia Jauense Industrial se encontra lá, sem uso, pronta para abrigar eventos como a Jaú Trend Show. Na beira da rodovia e com barracões e estrutura viária em excelentes condições chamou a atenção do prefeito Osvaldo Franceschi Jr. e do empresário Caique Paes de Barros.

O bom contato com a Morro Vermelho Participações que estabeleci desde que fui eleito, sob a batuta de Roberto Pacheco de Almeida Prado, facilitou o caminho para a realização da feira e viabilizou a doação de parte da área para a instalação de uma universidade pública.

A primeira edição da feira aconteceu em meio ao turbilhão da crise financeira mundial, mas mostrou-se uma grande alternativa para escoar o principal produto de nossa Jaú. Nesta segunda edição os expositores passaram de cem. Muitos vieram de outras cidades e alguns até de ramos ligados indiretamente ao setor.

Pela feira passaram várias autoridades. Compareceram o prefeito de Jaú, o prefeito de Franca (tradicional pólo calçadista masculino), o prefeito de Pratânia (pólo produtor de artefatos de couro), o secretário de estado da casa civil de São Paulo Aluísio Nunes Ferreira e este deputado representando a Câmara dos Deputados e a frente parlamentar em defesa do setor coureiro e calçadista.

Num dos estandes da feira a Câmara expôs a importância do trabalho parlamentar para o atendimento dos pleitos do setor calçadista. A Abicalçados (Associação Brasileira dos Fabricantes de Calçados) compila dados e fornece munição a nós parlamentares da Frente Parlamentar Calçadista. Cabe-nos pressionar o governo através do plenário da Câmara, agendar reuniões com os órgãos governamentais e, claro, votar leis que favoreçam o setor.

Desde que cheguei em Brasília procurei outros parlamentares para que eu pudesse saldar a dívida que tinha com os fabricantes de calçados de Jaú, que desde o primeiro momento acreditaram na possibilidade de ter alguém defendendo o setor na capital de todos os brasileiros.

Embora ainda tenhamos um longo caminho a ser percorrido, as conquistas já se somam. O aumento de 20% para 35% de taxação do calçado chinês, linhas de financiamento e reuniões com diretores do BNDES, os US$12,47 que cada par de calçado chinês que entra no Brasil tem que pagar, são alguns exemplos.

Nas últimas semanas tenho concentrado minhas ações enfrentando um possível monopólio do couro que acaba com a competitividade e ocasiona aumentos consideráveis no preço do metro quadrado do produto, prejudicando principalmente nossos fabricantes que compram em pequena ou média quantidade.

A realização de feiras na nossa cidade, o processo contínuo de aprimoramento e profissionalização do setor, a vinda de cursos voltados para o ramo calçadista na Fatec (que trabalho constantemente pela ampliação dos cursos e da estrutura física) e no Senai se somam às ações da Frente Parlamentar.

Tenho destacado em meus discursos o baixo impacto ambiental causado pela indústria calçadista. Isto pode ser um componente bastante promissor num mundo que exige metas de redução de gases causadores do efeito estufa. Precisamos incentivar a cadeia produtiva a investir em tecnologias de reaproveitamento de resíduos e fórmulas que propiciem cada vez menos desperdício e gasto de energia no processo de produção.

Essa convergência de esforços irá posicionar nossa cidade e o Brasil como referência em sustentabilidade e qualidade no setor, agregando valor aos nossos produtos e nos deixando cada vez menos vulneráveis às intempéries econômicas e de mercado.

José Paulo Tóffano (PV/SP) é deputado federal, vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Coureiro e Calçadista, e presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul.

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twitter: deputadotoffano

www.josepaulotoffano.com

 
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29-Sep-2009

Ambientalmente sustentáveis - socialmente responsáveis

Os temas ambientais entraram na agenda mundial há algumas décadas. As empresas e os países que perceberem todo potencial e tiverem a ousadia de investir pesado nessa área, com certeza sairão na frente. Depois do inusitado chamado de Rachel Carlson em 1962, mais e mais pessoas dedicaram sua atenção para perceber, estudar e conscientizar seus semelhantes da forma como temos feito uso dos recursos naturais de nosso planeta.

Trinta anos depois desse grito, a capital carioca sediou o maior encontro sobre o tema, trazendo atores da sociedade civil organizada e o poder público para troca de experiência e para o estabelecimento de metas para os países. A Agenda 21, por exemplo, foi uma delas. O uso desenfreado dos recursos naturais, alvo principal das reflexões citadas, trazia consigo, infelizmente, suas nefastas consequências. Fenômenos climáticos mais intensos, secas e inundações mais frequentes, fome e miséria, desentendimentos e guerras.

Nesse contexto percebeu-se um fenômeno de maior amplitude e de consequências imprevisíveis: as mudanças climáticas. O planeta estava ficando mais quente. E numa velocidade mais alta do que previam os pessimistas.
O excesso de carbono despejado na atmosfera estava segurando mais calor e intensificando o fenômeno conhecido por efeito estufa. Geleiras derretendo, mar subindo, inúmeros animais perdendo seu habitat natural, incêndios varrendo vastas regiões, escassez de água doce e de qualidade, prejuízos econômicos estratosféricos, perda da biodiversidade.

Surgiu então uma tímida reação por parte de alguns governos, fixando metas de emissão de carbono. Esse pacto ficou conhecido como Protocolo de Kyoto. Ainda que considerado tímido por ambientalistas e grande parte da comunidade científica, grandes emissores de poluentes na atmosfera se recusaram a assumi-lo e retardaram sobremaneira a implantação do protocolo.

Foi a recente adesão da Rússia que propiciou a entrada em vigor das metas de Kyoto, já que o protocolo rezava que só entraria em vigor quando os responsáveis por mais de 50% das emissões aderissem. Austrália e Estados Unidos, a partir daí, se viram pressionados a mudar a postura conservadora.

Estaremos reunidos em Copenhague em dezembro deste ano, na 15ª Conferência Mundial do Clima (COP 15) para tentar pactuar metas mais ousadas. E para que possamos dizer números que sejam passíveis de se atingir e ao mesmo tempo respondam ao mínimo sugerido pela comunidade científica, temos que iniciar urgente trabalho de ampla conscientização da sociedade.

 
Política Verde: alternativa do Século XXI Imprimir E-mail
15-Jul-2009

O Parlamento Europeu, braço político da União Européia, o mais consolidado dos blocos econômicos dentre os que buscam a integração regional, foi tomado de surpresa pelo resultado das suas últimas eleições, em junho deste ano, que mostrou o avanço dos chamados "parlamentares heterogêneos".

Considerados minoria- 170 parlamentares num total de 736 representantes - verdes, eurocépticos, eurofóbicos, populistas, extremistas xenófobos e até piratas cibernéticos, defenderão, no plenário do Parlamento Europeu, as idéias dos grupos que representam na diversificada sociedade de nações do Velho Mundo, integrantes desse bloco não mais apenas econômico. Assim, mesmo conscientes de que lhes será difícil influir nas decisões tomadas pelas bancadas maiores, a movimentação dessas bancadas heterogêneas obrigará as grandes agremiações políticas a levar em conta os interesses desse tipo de eleitorado.

No plano nacional, a consciência ambientalista aumentou em muitos locais, como na França, embora o país tenha sido considerado, por muitos anos, inimigo das organizações ambientalistas como o Greenpeace. Em 1985, a embarcação “Rainbow Warrior", da organização não governamental, foi afundada, na Nova Zelândia, por agentes da inteligência francesa.

Nas últimas eleições, o Partido dos Verdes francês ficou em terceiro lugar nas eleições ao Parlamento Regional, alcançando 16,2% dos votos, enquanto a União por um Movimento Popular (UMP), liderada pelo presidente Nicolas Sarkozy, obteve 27,8% e o Partido Socialista recebeu 16,4%. É fato que a população francesa tem demonstrado, nos últimos anos, um interesse cada vez maior pelas questões ambientais, fenômeno que agora se viu refletido nas eleições do Parlamento Europeu.

Além de estarem voltados para as questões que ameaçam a natureza, os parlamentares do Partido Verde têm respondido aos seus eleitores com uma agenda européia e não apenas nacional, enquanto os socialistas defendem plataformas nacionalistas que tendem à direita, concentrando-se muito mais em assuntos de política interna, que mais dividem do que somam as demandas das bancadas no Parlamento Europeu.

O Partido Verde, quarto maior grupo parlamentar em Estrasburgo, sede do Parlamento Europeu, atrás apenas dos conservadores, dos socialistas e dos democratas liberais, foi o único bloco político importante cuja proporção aumentou nestas eleições do Parlamento Europeu, de 5,5% para 7,2% do total de cadeiras parlamentares, passando de 43 para 53 o número de seus representantes no maior parlamento regional do mundo.
Para concluir nossa observação quanto aos resultados das últimas eleições ao Parlamento Europeu, o Partido Verde, com sua plataforma política de defesa da preservação do planeta, somada ao apoio dado aos programas de solidariedade social e de um capitalismo mais humano, ou seja, racionalmente mais produtivo e menos especulativo, aparece cada vez mais como a nova alternativa do século XXI.

No Brasil, o PV tem aumentado sua participação tanto nos legislativos quanto nos executivos. Para que se tenha uma idéia, atualmente são 23 prefeitos e 54 vice-prefeitos apenas no Estado de São Paulo – além dos quase 350 vereadores. Atualmente, os paulistas são representados no Congresso por cinco deputados federais e a expectativa é de crescimento ainda maior para as próximas eleições.
Federico Garcia Lorca, o grande poeta espanhol, assassinado pelos fascistas espanhóis na Guerra Civil que assolou o país na década de 30, tinha razão: "Verde que te quero verde. Verde vento. Verdes ramas", e cada vez mais política verde.

 
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